A dança do sono na serra II


Os tojos bravos verdes

Embalam verde sono

Nos picos tão agrestes

Do seu verde abandono

Ai! Que sono na serra

Que a noite desterra!

As aves adormecem

Até à madrugada

Dormem nos verdes ramos

Sua verde almofada

Ai! Que sono na serra

Que a  noite desterra!

As formigas os ralos

Suas vidas pequenas

Dormem os sonos verdes

Da humildade serena

Ai! Que sono na serra

Que a noite desterra!

Somente o mocho pia

Na noite já tão escura

Seu piar é canto

De dormente verdura …

Ai! Que sono na serra

Que a  noite  desterra!

Texto de: Matilde Rosa Araújo, As fadas Verdes, Porto

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