A ilha de tesouro II


” Icem já a vela mestra,

seus patifes de uma figa!

Já chega de beber rum

e de coçar a barriga.

Depressa! Está na hora de arribar!

Mesmo em frente há uma ilha

que cresceu durante a noite

do outro lado do mar.

Tragam o mapa de Flint,

limpem o pó dos canhões,

sintam o cheiro do ouro.

O vento nos levará

para a ilha do tesouro.

Para a ilha de tesouro!

As palavras que me levem

para a ilha de tesouro

e seja ela onde for.

Quero que os meus lábios gretados

pelo sal, pelo calor,

como no tempo em que era jovem

e andava no mar

e era o tempo melhor.

Que aconteceu? Quem sou eu?

Quem lê o livro não é quem o leu?

Onde está o mapa

do tesouro que me deste?

três cruzes a vermelho,

duas a norte, uma a sudoeste.

Agora abro o livro

e não acontece nada.

A minha noite é só medo e frio,

uma terra ressequida

batida por mar nenhum.

Por mais que escute já não ouço a  canção dos marinheiros:

Dez homens em cima da mala do morto …

Iou, ou,ou,  e uma garrafa de rum.

Texto de : Álvaro Magalhães

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