Pela floresta I


“Certa noite fui acordado por um som terrível.

Na manhã seguinte estava tudo silencioso. O papá não estava. Perguntei à mamã quando é que ele voltava, mas ela não parecia saber.

Tinha saudades do papá.

No dia seguinte, a mamã pediu-me para levar um bolo à avó, que estava doente. Gosto muito da avó. Ela conta-me sempre histórias fantásticas.

Há dois caminhos para chegar a casa da avó: o mais longo, que demora séculos, ou o mais curto pelo meio da floresta.

«Não vás pela floresta». disse a mamã. « Vai à volta pelo caminho mais longo.»

Mas, naquele dia, pela primeira vez, escolhi o mais rápido. Queria estar em casa quando o pai voltasse.

Passado um bocado, vi um menino.

«Queres comprar uma bela vaquinha’», perguntou ele.

« Não», respondi. (Porque havia de querer uma vaca ?)

« Troco-a por esse saboroso bolo de frutas que levas no cesto», disse ele.

» Não, é para a minha avó que está doente», disse eu, e continuei a andar.

«Estou doente», ouvi-o dizer, «Estou doente…».

À medida que avançava pela floresta, encontrei uma menina de cabelo dourado.

«Que belo cestinho», disse ela. « O que é que tem lá dentro?»

« Um bolo para a minha avó que está doente».

» Gostava de ter um bolo tão lindo como esse», disse ela.

Continuei a andar e ainda a ouvi dizer : » Mas é um bolinho tão lindo, gostava de ter um assim… ».

A floresta começa a ficar mais escura e fria,… ”

(cont.)

Texto de :Anthony Browne

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