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Monthly Archives: Agosto 2013


Quando o sol

tem medo do escuro

acende as luzes.

Texto de: Francisco Duarte Mangas e João Pedro Mésseder

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“A floresta começa a ficar mais escura e fria, e vi meninos  a aquecerem-se junto de uma fogueira.

»Viste o nosso papá e a nossa mamã?» perguntou o menino.

» Não, perderam-se deles?»

«Estão algures a cortar lenha na floresta», disse a menina, « mas gostava que eles voltassem ».

Enquanto caminhava consegui ouvir o som horrível da menina a chorar. Mas o que podia fazer?

Estava a ficar muito frio e desejava ter trazido um casaco.

De repente, vi um.  Era bonito e quentinho, mas assim que o vesti comecei a ficar com medo. Senti que alguma coisa me estava  seguir.

Lembrei-me de uma história que a avó me costumava contar sobre um lobo mau.

Comecei a correr, mas não encontrava o caminho.

Corri, corri, pela floresta fora, mas estava perdido. Onde seria a casa da avó?

Finalmente, lá estava ela!

Batia à porta e uma voz perguntou: «Quem é?»

Mas não parecia a voz da avó.

«Sou eu . Trouxe um bolo da mamã.»

Empurrei um bocadinho a porta.

«Entra, querido », disse a estranha voz.

Estava aterrorizado. Aproximei-me lentamente.

Ali, na cama da avó, estava…

Avó!

«Vem cá, meu querido», fungou ela. «Como estás?»

«Agora já estou bem», disse eu.

Então ouvi um barulho atrás de mim e voltei-me…

PAPÁ!

Contei-lhes tudo o que tinha acontecido. Tomámos todos uma bebida quente e eu comi duas fatias do delicioso bolo da mamã. Depois, despedimos -nos da avó, que já se  estava a sentir muito melhor.

Quando chegámos a casa, empurrei a porta.

«Quem é?» perguntou uma voz.

«Somos nós», respondemos.

E a mãe apareceu a sorrir.

Texto de :Anthony Browne


“Certa noite fui acordado por um som terrível.

Na manhã seguinte estava tudo silencioso. O papá não estava. Perguntei à mamã quando é que ele voltava, mas ela não parecia saber.

Tinha saudades do papá.

No dia seguinte, a mamã pediu-me para levar um bolo à avó, que estava doente. Gosto muito da avó. Ela conta-me sempre histórias fantásticas.

Há dois caminhos para chegar a casa da avó: o mais longo, que demora séculos, ou o mais curto pelo meio da floresta.

«Não vás pela floresta». disse a mamã. « Vai à volta pelo caminho mais longo.»

Mas, naquele dia, pela primeira vez, escolhi o mais rápido. Queria estar em casa quando o pai voltasse.

Passado um bocado, vi um menino.

«Queres comprar uma bela vaquinha’», perguntou ele.

« Não», respondi. (Porque havia de querer uma vaca ?)

« Troco-a por esse saboroso bolo de frutas que levas no cesto», disse ele.

» Não, é para a minha avó que está doente», disse eu, e continuei a andar.

«Estou doente», ouvi-o dizer, «Estou doente…».

À medida que avançava pela floresta, encontrei uma menina de cabelo dourado.

«Que belo cestinho», disse ela. « O que é que tem lá dentro?»

« Um bolo para a minha avó que está doente».

» Gostava de ter um bolo tão lindo como esse», disse ela.

Continuei a andar e ainda a ouvi dizer : » Mas é um bolinho tão lindo, gostava de ter um assim… ».

A floresta começa a ficar mais escura e fria,… ”

(cont.)

Texto de :Anthony Browne