Era uma vez … o mar I


“Era uma vez um menino

que brincava à beira – mar

com conchinhas de areia .

Tanto brincou e correu,

que por fim adormeceu

e começou a sonhar

com muitas, muitas histórias

que sempre ouvira contar

ao seu avô marinheiro.

Sonhou com a maré cheia

e que iria navegar

Pegou na mesa da sala,

pô-la de pernas para o ar,

assim arranjou um barco

e, sem qualquer sobressalto,

navegou para o mar alto.

Disse adeus a uma conchinha

que estava ali mesmo ao lado

e à gaivota e à fragata

que passaram a voar.

Era quase o fim do dia

e cheirava a maresia.

A neblina, como um véu,

quase que ocultava o céu

onde a lua já espreitava,

uma lua redondinha

que se espalhava no mar,

que parecia de prata.

Entretanto anoiteceu,

ficou escuro, não de breu,

porque o céu era estrelado.

Eram milhões de estrelinhas.

Viu ao longe outras luzinhas,

eram luzes de uns barquinhos

e também de um petroleiro.

Quando, enfim, amanheceu,

pescadores lançaram redes,

para os peixes apanhar,

viu um navio cargueiro,

e um submarino a espreitar:

ora afundava e subia,

ora espreitava e fugia.

Viu saltar muitos golfinhos

por sobre as águas do mar,

viu cardumes a nadar,

viu peixinhos pequeninos,

outros grandes de pasmar.”

(cont.)

Texto de : Regina Gouveia

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