Trazes a rosa na mão IV


“O vaso que dei àquela

Que não sabe quem lho deu

Há-de ser posto à janela

Sem ninguém saber que é meu.

O malmequer que arrancaste

Deu-te nada no seu fim,

Mas o amor que me arrancaste,

Se deu nada, foi a mim.

Teu xaile de seda escura

É posto de tal feição

Que alegre se dependura

Dentro do meu coração.”

(cont.)

Texto de Fernando Pessoa

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