O Pinto Pintão I


“Era uma vez  um pinto graúdo, pançudo e carrancudo. Era o pinto pintão, um matulão.

Um dia, o pinto pintão achou um grão de milho à beira da estrada. Ia comê-lo, quando se levantou uma grande poeirada. Era o cortejo real, com cavaleiros, lanceiros, archeiros, trens,coches e carruagens, que vinha a passar.

Depois do cortejo passar, o pinto pintão foi pelo grão de milho e não o encontrou.

De quem foi a culpa? Só podia ter sido do rei, que vinha à frente do cortejo.

O pinto pintão, furioso, pôs-se a caminho do palácio real, para exigir ao rei o seu grão de milho. Ele iria saber do que o pinto pintão era capaz, olá se ia!

No caminho, passou por uma raposa que queria fazer-lhe frente. O pinto pintão não esteve com meias medidas. Abriu o bico e – zás! – engoliu a raposa.

Mais adiante, foi dar com um pinheiro caído na estrada. O pinto pintão disse-lhe logo, muito despachado:

– Arreda-te para eu passar.

O pinheiro, claro, não se moveu e o pinto pintão não esteve com meias medidas. Abriu o bico e – zás ! – engoliu o pinheiro.

Ainda mais adiante, foi ter a um rio sem pontes nem barca. O pinto pintão …” (cont.)

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