A janela e a montanha II


“Cá em baixo, no vale, ouviram-na suspirar e diziam :

– É o vento da montanha.

Mas não era. Até a paisagem entristecia.

Da janela e do seu sentir não podemos saber,. Pois se  estava fechada. Só aberta de alegria é que ela era uma verdadeira janela.

A montanha convocou os ventos para que eles abrissem a sua janela, sem a qual nem as manhãs de orvalho apeteciam nem as tardes rubras do pôr -do -Sol, nem as noites alucinadas pela Lua Cheia.

– Para quê, para quê, se não tenho a minha janela a ver-me? – murmurava a montanha , inconsolável.

Mas os vendavais da montanha por mais esforços que fizessem, por mais empurrões que dessem não conseguiam abrir a janela. Impossível. Ela só abria para fora.

Desistiram. Não desistiu a montanha…” (cont)

Texto de António Torrado

2 comments
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    • Obrigado pelo seu comentário. Obrigado por nos acompanhar.

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