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Monthly Archives: Janeiro 2013


 

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Mais ou menos por esta hora,  o  “Maioresdepensamento” tinha acabado de nascer.

Agradecemos a todos que nos têm visitado, neste primeiro aniversário.

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É tão bom ser desastrado,

cair no lago calçado.

É tão bom  ser malandrão,

roer os ossos do cão.

É tão bom ser um maroto,

pôr num prato um gafanhoto.

Tão bom ser insuportável,

pisar um senhor notável.

Ser sempre inconveniente,

ao careca dar o pente.

É tão bom ser mau, mau, mau,

soltar na aula um lacrau.

O pior é quando a mãe

resolve ser má também.

Texto de : Luísa Ducla Soares


Ser um rapaz com juízo ?

Ah, isso não é preciso!

É tão bom ser diabrete,

pintar de verde o tapete.

É tão bom ser mauzão,

deitar pimenta no pão.

É tão bom ser um pirata,

puxar o rabo da gata.

É tão bom ser um traquinas,

despentear as meninas.

É tão bom ser um travesso,

vestir tudo do avesso.

É tão bom ser um marau,

pôr no lixo o bacalhau. (cont.)

Texto de : Luísa Ducla Soares


O palhaço

Vou falar-lhes de um palhaço. Tinha um nariz muito grande e uns olhos que brilhavam como estrelas. E no peito um coração de oiro – os olhos brilhavam como estrelas porque ele tinha um coração de oiro. E as mãos, quando estavam fora das luvas grandes, eram grandes, isso eram, mas meigas e bonitas.

O palhaço era bom. Sonhava muito. Sonhava que no mundo todos deviam ser bons, alegres, bem dispostos.

O palhaço não tinha nem pai nem mãe. Vivia sozinho desde criança. Sozinho com o seu coração de oiro.

Texto de_ Matilde Rosa Araújo, O Palhaço Verde